Segundo o Gaeco, eles são investigados porque estariam envolvidos em um esquema de extorsão com uma empresa de iluminação.

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nesta sexta-feira (22).

Gaeco cumpre mandados em Foz na 2ª fase da Operação Iscariotes Reprodução/RPC O núcleo regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, deflagrou nesta sexta-feira (22) a 2ª fase da "Operação Iscariotes".

Conforme o Gaeco, a operação investiga um ex-vereador de Foz do Iguaçu e o ex-assessor dele.

Os dois teriam atuado com o capitão da Polícia Militar (PM) Elias Wanderlei Marinho, em um esquema de extorsão contra a empresa Energepar, que instalou a iluminação de LED no município.

O capitão foi preso pelo Gaeco em novembro de 2019, em Curitiba. "Descobrimos que o capitão, nessa ação que ele foi preso em flagrante, ele cita o nome de um dos alvos no momento da prisão.

Ele cita, inclusive, a função de um dos alvos.

Pelo que levantamos e todas as provas já produzidas nesta investigação, há indícios de um vínculo entre o capitão e essas pessoas", disse o promotor de Justiça Tiago Lisboa Mendonça. De acordo com a operação desta sexta, a investigação busca apurar possíveis crimes de concussão e corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Operação Segundo o Gaeco, mandados de busca e apreensão foram cumpridos em dois endereços nesta sexta.

Documentos, dinheiro e equipamentos eletrônicos foram apreendidos com o ex-vereador e o ex-assessor investigados, que não tiveram os nomes divulgados. A Prefeitura de Foz do Iguaçu disse que está colaborando as investigações e suspendeu o pagamento com a empresa de iluminação. A empresa Energepar, vendedora da licitação de iluminação de LED, afirmou que foi surpreendida com a operação e está tomando conhecimento do inquérito para depois de pronunciar. O G1 tenta localizar a defesa de Elias Marinho e aguarda retorno da câmara de vereadores. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara da Auditoria da Justiça Militar de Curitiba. O caso O capitão Elias Marinho era o coordenador operacional do Gaeco, em Foz do Iguaçu, quando foi preso com R$ 20 mil durante uma operação do próprio grupo. Segundo os promotores, o dinheiro fazia parte do pagamento de R$ 100 mil em propina para evitar uma investigação com a empresa Energepar.

Na quinta-feira (21), essa mesma empresa foi alvo de uma operação da divisão estadual de combate a corrupção e do Ministério Público do Paraná. Os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em locais ligados a servidores, ex-servidores municipais de Foz do Iguaçu, empresas e pessoas supostamente usadas como laranjas. A suspeita é de que houve superfaturamento e direcionamento da licitação de iluminação de LED em Foz do Iguaçu, no contrato de cerca de R$ 10,3 milhões.

A investigação aponta que houve superfaturamento de quase R$ 3,5 milhões. Veja mais notícias da região no G1 Oeste e Sudoeste.